Plataforma virtual para simular e estimar a gestão por Eficiência

Gestão por Eficiência

Gestão por Eficiência é uma proposta teórico-conceitual e metodológica que está em processo de elaboração a partir dos trabalhos realizados pelo Grupo de Pesquisa certificado pelo diretório do CNPq.

“O projeto  de pesquisa Gestão por Eficiência tem trabalhado com objetivo de avaliar a eficiência (eficiência técnica: a capacidade de a organização maximizar seus produtos, dada o uso dos recursos disponíveis e a eficiência alocativa: capacidade da organização utilizar os insumos da produção em proporções ótimas, minimizando assim seus custos de produção) das organizações públicas e privadas e sua relação com os componentes organizacionais (pessoas, estratégias, processos, políticas/padrões de comportamento, valores/cultura, certificações etc), considerando a interdependência da organização com o ambiente externo. Com isso, tem se esforçado para construir um arcabouço teórico para fundamentar uma proposta de Gestão por Eficiência, contrastando e debatendo com outras propostas, tais como: gestão por processos e gestão por resultados. Metodologicamente, estima-se a eficiência de grupos de organizações e/ou projetos organizacionais, determinando as melhores práticas de um mesmo segmento, a partir Análise Envoltória de Dados e Fronteiras Estocásticas. A partir de modelagens estatísticas busca-se compreender e explicar a eficiência organizacional a partir da utilização de seus recursos e componentes”.

A plataforma Gestão por Eficiência surge como ferramental tecnológico para que as organizações possam estimar sua eficiência.  O objetivo é que as organizações internalizem um novo conceito de gestão que tenha como referência a busca por melhores práticas que conduzam a novas fronteiras de eficiência. Isso só é possível a partir da comparação – comparação de uma unidade em um mesmo segmento, comparação de uma mesma unidade ao longo do tempo ou comparação de unidades de um mesmo grupo. Esta comparação permite uma dinâmica de concorrência/competição que induz o surgimento de novas tecnologias/inovações organizacionais que irão conduzir as unidades comparadas a novos níveis de eficiência, criando um ciclo virtuoso de evolução.

As áreas de atuação do Projeto são:

  1. Pesquisa – Apoio à Academia na construção de modelos de eficiência que possam contribuir com pesquisas que estejam sendo desenvolvidas, independentes das áreas do conhecimento.
  2. Gestão Pública – Modelos de eficiência de gestão pública (educação, saúde, judiciário, legislativo etc) abertos à sociedade para que possam avaliar os gestores e/ou entes públicos. Além disso, serão elaborados modelos de avaliação de projetos, programas e de organizações públicas.
  3. Gestão Corporativa – Modelos de eficiência alinhados aos modelos de negócios das organizações privadas (micro, pequenas e médias empresas e corporações).

Metodologia

A eficiência é um conceito relativo, pois só pode ser estimada a partir da comparação entre unidades produtivas. A Eficiência é alcançada quando uma unidade produtiva consegue aumentar a produção e/ou diminuir os recursos utilizados. Para calcular a eficiência a partir da comparação entre unidades produtivas, a principal metodologia utilizada é nomeada de Análise Envoltória de Dados – DEA. A partir desta metodologia é possível estimar índices de eficiência – IEfi (scores entre 0 e 1) de unidades produtivas, utilizando múltiplos insumos e produtos. Os modelos podem ser calculados para mensurar a produção máxima, considerando os insumos constantes (orientados aos produtos), ou, para estimar os valores mínimos de insumos, considerando os produtos constantes (orientados aos insumos).

Prioritariamente, pode-se estimar modelos com retorno constante ou variável de escala. O primeiro modelo parte do princípio de que o conjunto de unidades avaliadas é homogêneo e se diferenciam apenas nas quantidades de insumos utilizadas e produtos gerados. O modelo com retorno variável de escala permite a comparação entre unidades produtiva com diferentes dimensões.

Para a estimativa dos modelos que compõem os Atlas da Eficiência elaborados pelo I3GS, são realizados inicialmente um levantamento bibliográfico para identificar os principais componentes e procedimentos dos modelos disponíveis na literatura da área de estudo específica de cada Atlas. Assim, são realizados:

  1. Definição das variáveis de insumo e produto do modelo específico (as variáveis selecionadas são preferencialmente de bases de dados abertas de órgãos oficiais – DATASUS, INEP, SNIS, IPEA, IBGE etc);
  2. Definição do tipo de retorno;
  3. Agrupamento das variáveis nas mesmas unidades geográficas;
  4. Cálculo do modelo em dois sentidos, com orientação à maximização de produtos e orientado à minimização de insumos – permitindo ao leitor a comparação entre os resultados aferidos e os caminhos possíveis para tornar a gestão do município mais eficiente quanto à utilização de seus recursos.
  5. O índice de eficiência – IEfi é classificado em: Ineficiência Extrema – 0 a 0,599 Ineficiência Crítica – 0,600 a 0,799 Ineficiência Moderada – 0,800 a 0,999 Eficiência (benchmark) – 1.